Costumo dizer que o mundo dos livros pode te causar sensações jamais imaginadas. Como um leitor viciado, sempre que um autor me agrada muito tento ler o máximo possível do que ele escreveu e claro que não seria diferente com John Green. Desde que li A Culpa é das Estrelas (se você ainda não leu, por favor, leia) as minhas expectativas em relação aos textos do autor cresceram imensuravelmente. Esse negócio de colocar expectativa em algo é bem complicado, pois é aquela velha coisa: você gosta muito de um livro, ai fica louco pra outro e no final a leitura não foi tão boa quanto a primeira. Isso é comum, por isso fiquei com muito medo quando fui ler Will Grayson, Will Grayson (título original do livro). Li e ouvi tantas coisas positivas sobre a obra que precisei ler. E quer saber? Fiquei extremamente surpreso com essa linda história.
Nesse momento você deve estar querendo me matar, pois só fiz elogios e não contei nada sobre o enrendo, não é? Pois bem, vamos lá. Essa história é sobre dois Will Grayson: o primeiro (escrito por John Green) é um Will nerd , filho de pais ausentes, gosta de boas músicas, tem um humor bem ácido e é o melhor amigo de Tiny Cooper, o mais extravagante gay de sua escola, que vive a vida sob duas regras: não se importar e calar a boca. Simples. O segundo Will Grayson (escrito por David Levithan) é gay, vive apenas com sua mãe, está quase sempre deprimido e tem poucos amigos, com exceção de Maura. Atualmente, ele tem um relacionamento virtual com Isaac, um carinha que mexe com o seu coração de um jeito muito peculiar.
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| Capa brasileira. |
Não posso terminar de escrever isso sem falar na narrativa de David Levithan. Esse cara é genial e eu preciso muito ler os livros dele. Sério. Me diverti muito com o Will que ele construiu e confesso que fiquei em êxtase com os rumos que ele proporcionou para a história.
Como li a versão norte americana, vi que a química entre os autores funcionou muito bem. Aqui no Brasil, a editora Galera Record ficou com os direitos autorais e já publicou o livro. Ele recebeu o título de Will & Will: um nome, um destino (o que só me lembra aqueles filmes de sessão da tarde) e está em fase de lançamento por aqui. Não sei como ficou a estrutura da narrativa, mas eu espero que tenham mantido a original. Sobre a capa brasileira só tenho uma coisa pra dizer: poderia ter ficado muito melhor.
Nota: I appreciate you, Tiny Cooper.



