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[ESPECIAL] Capitães de Areia - Jorge Amado

Título: Capitães de Areia
Autor: Jorge Amado
Editora: Galera Record
Páginas: 256
Sinopse: Publicado em 1937, pouco depois de implantado o Estado Novo, este livro teve a primeira edição apreendida e exemplares queimados em praça pública de Salvador por autoridades da ditadura. Em 1940, marcou época na vida literária brasileira, com nova edição, e a partir daí, sucederam-se as edições nacionais e em idiomas estrangeiros. A obra teve também adaptações para o rádio, teatro e cinema. Documento sobre a vida dos meninos abandonados nas ruas de Salvador, Jorge Amado a descreve em páginas carregadas de beleza, dramaticidade e lirismo.
Sinopse retirada do Skoob

Jorge Amado é outro autor, que assim como Graciliano Ramos, fez parte da segunda geração do modernismo brasileiro. Nascido na Bahia, o romancista é bastante conhecido por suas obras que foram marcadas, principalmente, pelo forte regionalismo discutido em seus textos. Na verdade, o que diferencia um do outro é a forma com que eles expõem essa característica. O primeiro de forma mais lúdica, ou seja, fugindo da realidade e o outro mais invasivo e mais realista. 

Dono de um dos livros que mais denunciam a vida dos moradores de rua, Jorge Amado, ao escrever Capitães da Areia em 1937, faz uma crítica social bem aberta ao modo como as pessoas veem e tratam tais personagens. A história do livro tem como plano de fundo as ruas de Salvador, principalmente na chamada “cidade alta”, onde ficam os mais poderosos. É lá que ficam os Capitães da Areia, um grupo de crianças que fazem pequenos furtos para sobreviver, liderados pelo articulador Pedro Bala. A motivação deles é, basicamente, tirar tudo o que a nata da sociedade de Salvador tem, mas que não precisa. Dessa forma, eles vão vivendo e tentando não passar fome no Trapiche, local onde vivem.

“Sua vida era uma vida desgraçada de menino abandonado e por isso tinha que ser uma vida de pecado, de furtos quase diários, de mentiras nas portas das casas ricas. Por isso na beleza do dia Pirulito mira o céu com os olhos crescidos de medo e pede perdão a Deus tão bom (mas não tão justo também...) pelos seus pecados e os dos Capitães da Areia. Mesmo porque eles não tinham culpa. A culpa era da vida.” (Jorge Amado, 1937, página 115.)

Jorge Amado, ao escrever o romance, o dividiu em três partes, no qual desenvolveu uma ordem cronológica para seguir com a narrativa. Antes de tudo, é preciso notar que o livro é, na verdade, uma denúncia. Ao publicá-lo, o autor, sofreu perseguição e teve vários de seus exemplares queimados, pois para as autoridades aquilo era inconcebível. 

Por mais que tenha sido escrito no começo do século, a trama de Jorge Amado não é muito diferente do Brasil atual. Mesmo narrando de forma imparcial, ou seja, não impondo uma opinião ou assumindo uma posição em relação à vida dos personagens, não tem como não notar que as palavras nada mais são do que as impressões do próprio autor. O regionalismo é marcante e, por isso, várias expressões rotineiras do povo soteropolitano são usadas.

Resenha: Diablo III - A Ordem - Nate Kenyon


Título: Diablo III - A Ordem
Autor: Nate Kenyon
Editora: Galera Record
Páginas: 350
Sinopse: Baseado no game Diablo III — lançado em março de 2012 nos Estados Unidos (e no início de junho no Brasil) após uma década de espera pelos fãs, com mais de 3,5 milhões de cópias vendidas em um dia e mais de 7 milhões em uma semana, quebrando diversos recordes de venda —, o romance narra a jornada épica de Deckard Cain, último sobrevivente de uma misteriosa e lendária ordem, Horadrim, na busca pelos outros integrantes perdidos, para salvar o mundo de Santuário das forças demoníacas do Inferno Ardente, anos antes dos acontecimentos do jogo. O autor, Nate Kenyon, é finalista do prêmio Bram Stoker, da Associação de Escritores de Terror.

Sinopse retirada do Skoob

Sempre que dá, tento investir em novos tipos de gêneros literários. Dessa vez, decidi pegar um livro baseado em jogos. Eles estão na moda! São tantos que não resisti e resolvi formar uma opinião sobre esse tipo de narrativa. Pois bem, o escolhido foi Diablo III – A Ordem.

Nate Kenyon, o autor, mostra a história do último Horadrim, o famoso Deckard Cain.  Contando a vida de Cain desde a infância, mostrando as faces de um garoto rebelde que se recusava a aceitar as regras, Nate deixa bem claro qual foi a sua intenção ao desenvolver tal enredo. A história de Cain vai sendo detalhada e, dessa forma, o leitor vai percebendo a passagem dos anos. É perceptível também, que ao longo de sua jornada os seus sofrimentos e, principalmente, a pressão exercida sobre ele pelos demônios adormecidos no Inferno Ardente, vão se misturando. É com a idade chegando que ele precisará dar um jeito de salvar o mundo de Santuário dessas forças malignas. Tudo isso, é claro, tentando achar mais algum membro sobrevivente dessa poderosa ordem lendária chamada Horadrim.

Eu realmente não conhecia nada sobre esse mundo virtual proporcionado pelo jogo. Mas faço questão de deixar claro que mesmo tendo um contexto pré-definido, o livro não é exclusivo dos fãs ou dos jogadores de Diablo. Digo isso, pois procurei saber se ele era contra indicado a uma pessoa que não tinha alguma relação com o jogo.

O mais legal de tudo é que a narrativa detalhada de Nate me cativou tanto que fui jogar Diablo III. Enquanto me aventurava, notei que o velho Deckard do game não é tão intenso e profundo quanto ao descrito no livro. Ás vezes eu o tinha como o grande herói, mas em vários outros momentos não tinha mais tanta certeza. É bom lembrar que a narrativa se passa anos antes do que a trama principal do jogo. Por isso, existem essas contradições entre alguns personagens.

Basicamente o livro é composto em três partes. Essa divisão, ajuda ao leitor a se localizar no enredo proposto. Achei essa sacada muito bem bolada e construída, pois pensei que iria me perder nas entrelinhas. E mesmo sendo focado na vida de Cain, outros personagens estão presentes de forma dinâmica na narrativa. É o caso, por exemplo, de Leah, uma menina perturbada de oito anos com poderes inacreditáveis, e Mikulov, um verdadeiro enigma que surge na história de forma inesperada, peças fundamentais para o entendimento do relato.

Sem dúvidas a resolução da história é fantástica. Muito bem escrito, esse livro é uma ótima dica para aqueles que gostam de boas aventuras. O autor criou um mundo rico em detalhes e com passagens muito empolgantes! 

Por fim, fica o agradecimento do blog para a editora Galera Record pela brilhante história publicada e, claro, pelo exemplar que foi cedido para a elaboração da resenha. 


Resenha: Êxtase - Lauren Kate


Título: Êxtase
Autor: Lauren Kate
Editora: Galera Record
Páginas: 346
Sinopse: No quarto e último aguardado livro da série Fallen, Luce e Daniel estão juntos e parece que nada mais vai separá-los. O problema é que o destino amaldiçoado de uma mortal e de um anjo caído promete surpresas. O céu está escuro com asas… Como a areia numa ampulheta, o tempo está se esgotando para Luce e Daniel. Para parar Lúcifer de apagar o passado eles devem encontrar o luga onde os anjos caíram na terra. Forças sombrias estão atrás deles, e Daniel não sabe se consegue fazer isso—viver só para perder Luce uma vez e mais outra. No entanto, juntos, eles enfrentarão uma batalha épica que deixará corpos sem vida… e poeira de anjos. Grandes sacrifícios são feitos. Corações são destruídos. E de repente, Luce sabe o que deve acontecer.

Sinopse retirada do Skoob



Sempre tive um carinho muito grande pelos livros da série Fallen. Apesar de vários probleminhas que encontrei durante as leituras dos volumes anteriores, Lauren Kate, a autora, decidiu me presentear com o final muito digno.

Êxtase, o derradeiro livro, sem dúvidas foi o mais bem escrito. Provavelmente, o que mais me faz ter essa certeza foi o jeito com que a autora conduziu toda a narrativa. Aos poucos segredos tão especulados são finalmente revelados, novas histórias são introduzidas e, dessa forma, o leitor consegue compreender alguns pontos soltos e arrastados durante os livros. É claro que Lauren Kate continuou insistindo em um inicio mais lento e em vários pontos cansativo. Porém, ela recompensa o leitor com um desenrolar mais ágil comparado aos anteriores.

O livro em si é muito mais rápido e possui muito mais do elemento ação. Isso tudo sem interferir na ideia central da trama: o romance. Antes de tudo, é preciso entender que a saga retrata amores impossíveis, confusões amorosas – não as tradicionais – e muitos questionamentos relacionados ao amor verdadeiro.

Os personagens em si merecem um comentário à parte. Afinal, depois de várias e várias páginas ao lado deles, a despedida não poderia ser menos dolorosa, apesar, de satisfatória. Em contrapartida, alguns dos meus personagens favoritos são deixados de lado em Êxtase, o que me faz questionar as decisões da autora nesse ponto da trama.

Eu realmente tenho problemas com despedidas, ainda mais se elas forem de séries que eu tenho certo apreço. No entanto, quero deixar exposta a minha felicidade quanto ao desfecho da série Fallen. Adorei a sagacidade que Lauren desenvolveu ao por um ponto final na história de Luce e Daniel. Não poderia ter sido melhor.


Resenha: Maçãs Envenenadas - Lily Acher


Título: Maçãs Envenenadas 
Autor: Lily Acher
Editora: Galera Record
Páginas: 320
Sinopse: O que Alice Bingley-Beckerman, Reena Paruchuri e Molly Miller têm em comum é que todas são enteadas de madrastas horríveis, perversas e cruéis.E nenhuma delas vive feliz com essa situação. Embora pareça improvavel que sejam amigas, esse problema em comum poderá provar o contrário. Para impedir que os pais continuem enganados com as escolhas amorosas, as meninas se transformarão nas "Maçãs Envenenadas".

Sinopse retirada do Skoob


Enquanto pensava em um jeito de escrever sobre esse livro, apenas uma palavra vinha em minha mente: descompromisso. Pois é, Maçãs Envenenadas é um livro extremamente descompromissado. Devo alertar que esse termo usado, não foi para expressar que a obra é ruim ou algo do tipo. Pelo contrário, pois o livro tem uma narrativa rápida, objetiva e, em vários momentos, divertida.

É apresentada ao leitor de maneira bem descontraída a história de três garotas – Alice, Reena e Molly – que possuem um problema em comum: madrastas malvadas. Cada menina tem uma personalidade bem marcante (algo que é abertamente mostrado na narrativa). Enquanto a primeira é filha de um famoso escritor americano e enteada de uma atriz hollywoodiana egocêntrica ao extremo, a segunda possui um ódio mortal por ioga e detesta a sua madrasta – detalhe: apenas dez anos mais velha –. Já a terceira é uma nerd assumida, amante de dicionários (principalmente o Oxford) que precisa aturar a sua brilhante e saltitante madrasta malvada. O que une as três é exatamente a falta de espaço que elas não possuem dentro de suas próprias casas e, claro, o ódio por essas criaturas tão doces (não necessariamente isso) que são as madrastas. E é no colégio interno de Massachusetts que as três se juntarão para criar As Maçãs Envenenadas e, dessa forma, retomarem tudo aquilo quem um dia as pertenceu.

Lily Acher, a autora, escreveu uma história simples e sem grandes surpresas. Porém, o que mais despertou a minha atenção foi à forma com que a narrativa foi escrita. Surpreendentemente fluida e rápida, ela foi muito bem estruturada e revisada. Talvez tenha sido esse o motivo de trezentas páginas terem sido devoradas em poucas horas.

As protagonistas, apesar de serem adolescentes, foram bem formuladas e pensadas. O humor está presente em inúmeras partes do livro, deixando tudo mais ágil. Devo alertar para aqueles que pretendem ler o livro que não vá com muita sede ao pote, pois como falei anteriormente, é tudo muito simples. No entanto, se você usa-lo como uma forma de “distração” entre leituras mais sérias e pesadas, ele cairá como uma luva. No geral, eu gostei. Realmente surpreendi-me com a agilidade e simplicidade presente nas entrelinhas. 


Resenha: O Garoto da Casa ao Lado - Meg Cabot


Título: O Garoto da Casa ao Lado
Autor: Meg Cabot
Editora: Galera Record
Páginas: 400
Sinopse: Escrito em forma de mensagens de e-mail, 'O garoto da casa ao lado' revela a história de Melissa Fuller, uma jornalista de celebridades que está prestes a perder o emprego. Numa certa manhã, Mel está 68 minutos atrasada para o trabalho, completando assim seu 37º atraso no ano. Um recorde. O departamento de Recursos Humanos já lhe mandou um memorando oficial sobre o assunto, seu chefe duvida seriamente do seu compromisso com o jornal e, além disso, até sua melhor amiga anda preocupada com seu bem-estar psicológico. Contudo, dessa vez, ela tem uma desculpa de verdade - estava socorrendo Helen Friedlander, sua vizinha de oitenta anos, que entrou em coma após levar um golpe na cabeça, em conseqüência de um misterioso atentado.


Sinopse retirada do Skoob

Nunca pensei que fosse gostar tanto de uma autora que escreve livros bobinhos, mas extremamente deliciosos de serem lidos. Hoje, Meg Cabot pode ficar um pouco mais feliz, pois ela acaba de ganhar um novo fã. O Garoto da Casa ao Lado foi uma leitura muito divertida e deliciosa. Deliciosa. Não é à toa que devorei o livro de uma vez só. 

Não tenho certeza, mas acho que por ter sido escrito em 2004, o livro chamou bastante atenção por não ter uma narração comum. Meg Cabot, provavelmente, se superou ao contar uma história muito bem construída por meio de emails. Isso mesmo, emails. Achei muito engraçada o jeito que como o leitor passa a conhecer a protagonista da história, Melissa Fuller, uma jornalista de uma coluna social do New York Journal, e o seu ambiente de trabalho, com o mais variado tipo de gente. 

Um dia, Melissa acaba encontrando sua vizinha de apartamento desmaiada no chão, com uma pancada gigantesca na cabeça. Detalhe: a visinha de Mel é uma senhorinha de oitenta anos dona de um cachorro e dois gatos. O grande problema desse “acidente” é que a senhora fica em coma e, por isso, a jornalista terá que cuidar de seus bichanos até alguém da família aparecer.

Por levar uma vida bem agitada, Melissa sempre acaba chegando atrasada na redação do jornal, mas isso se agravou depois de ter que ser obrigada a caminhar todas as manhãs com o cachorro da amiga. Por isso, ela fica recebendo vários puxões de orelha do Recursos Humanos da empresa. 

Max Friedlander é um fotografo bastante famoso que só vive gastando com modelos lindas e em hotéis luxuosos. Mais bruto que pedra, ele é o único parente vivo da vizinha de Mel. Ao saber que sua tia estava em coma, depois de uma ligação da jornalista, ele – que por sinal nunca deu valor para a tia – teria que ficar com a guarda dos animais. 

Por estar em férias, ele pede a John Trent, um velho amigo da faculdade que está lhe devendo um grande favor e jornalista do principal concorrente do jornal em que Melissa trabalha, para assumir o seu lugar como sobrinho da velhota e ir passar alguns dias tomando conta dos animais. Sem outra opção, John acaba indo. Mas mesmo se colocando no lugar de Max, ele não se transforma. Ou seja, ele continua agindo de forma normal só que com outro nome. 

Ao lado da vizinha mais que incrível já conhecera, ele acaba percebendo o quanto o amor de sua vida pode estar ao seu lado. Mel, que também acaba percebendo isso vai se encantando pelo “neto” de sua vizinha. De uma forma bem legal, os sentimentos dos dois acabam se cruzando e, dessa forma, trazem momentos ótimos para a narrativa.

Eu simplesmente adorei o livro. Sério. Dos que eu li da Meg, esse acabou se tornando o meu predileto. Pelo que sei, esse é o primeiro da série Garotos que ainda possui mais outros dois volumes. 

A capacidade de a autora colocar personagens extremamente cativantes é delirante. Os personagens coadjuvantes - talvez os meus prediletos - são hilários e possuem papéis fundamentais em toda trama assim como os protagonistas que em nenhum momento se tornam chatos. Eu passei uma tarde entre gargalhadas ao lado deles. Muito mais que recomendado! 


Resenha Premiada: Zumbis x Unicórnios - Vários Autores

Título: Zumbis x Unicórnios
Autor: Vários
Editora: Galera Record
Páginas: 388
Sinopse: Nesta antologia, editada por Holly Black e Justine Larbalestier, diversos contos apresentam fortes argumentos a favor de Zumbis de um lado e de Unicórnios de outro. Os argumentos, que incluem tanto pontos negativos e positivos de cada lado, são expostos por renomados autores, entre eles Cassandra Clare, Meg Cabot e Scott Westerfeld, que deixam clara a preferência por um time ou outro. 

Sinopse retirada do Skoob


Desde de que me entendo por leitor, tenho uma relação de amor e ódio com antologias. Não sei bem o motivo, mas quase nunca consigo ficar contente ao final da leitura. Pois bem, Zumbis x Unicórnios foi um que fugiu dessa, digamos, regra. 

Contando com contos de autorias diferentes, o livro, organizado por Holly Black e Justine Larbalestier, relaciona o mundo dos zumbis com os dos unicórnios. O que diferencia o livro é que as organizadoras tentam mostrar aos leitores que as duas criaturas não são aquelas velhas conhecidas totalmente estereotipadas. Ou seja, não existe apenas zumbis bizarros ou unicórnios saltitantes e felizes, pelo contrário, entre o céu e a terra existem coisas que até mesmo o diversificado mundo literário duvida. 

Justine Larbalestier lidera o grupo dos zumbis. E junto com autores de alto calibre - Cassandra Clare, Scott Westerfeld, Carrie Ryan, Libba Bray, Alaya Dawb Johnson e Maureen Johnson -, ela defende e apresenta vários argumentos que contribuem para a defesa dessa criatura que - usando suas próprias palavras - são eles, os zumbis, que simbolizam a condição humana. E que diferente dos unicórnios, criaturinhas pegajosas e fofinhas, eles são uma metáfora para escravidão, conformismo e esquecimento. 

Para Holly Black, a líder do time dos unicórnios, esses seres são feras majestosas que são ao mesmo tempo símbolos de cura e assassinos impetuosos com longos objetos pontudos a suas cabeças. Junto com seis autores supimpas - Kathleen Duey, Meg Cabot, Garth Nix, Margo Lanagan, Naomi Novik e Diana Peterfreund -, ela veste a blusa do grupo e promete vários contos legais. 

Particularmente gostei muito da forma com que o livro foi conduzido. Como disse no começo do post, tenho bastante conflitos com antologias e posso dizer que essa em especial deixou-me bem contente. É claro que tem seus pontos fracos, mas nada que ofusque o a questão central: Afinal, em qual grupo você deposita suas moedas? Eu sou team Zumbis forever. Em minha opinião, os autores deram um show e fizeram com que eu fosse para o lado dessas criaturas tão diferentes. O grupo mais "feliz" (vulgo: unicórnios) também elaborou contos super diferentes e incríveis, mas é aquela coisa: Zumbi é Zumbi e o resto é resto. (Ok, não estou querendo te influenciar na decisão ok?)

Ficou interessado no livro e com aquela vontade de tê-lo em mãos e devorá-lo? Que tal ganhar um exemplar novinho em folha? É bem fácil. O Diário de Bordo de um Leitor em parceria com a editora Galera Record vai sortear um para os leitores daqui. Confira as regras abaixo e participe. Bem simples!


Antes de tudo você deve seguir publicamente o blog pelo GFC. É só Clicar em "Participar deste site" e fique feliz, pois você já estará cumprindo a principal regra da promoção. Feito isso é só preencher corretamente o formulário a seguir: 



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Resenha: A Garota America Quase Pronta - Meg Cabot


Título: A Garota Americana Quase Pronta
Autora: Meg Cabot
Editora: Record
Páginas: 288
Sinopse: Samantha foi convidada a passar o final de semana na casa de campo do seu namorado que não é ninguém menos que o filho do presidente! David tem mil atividades programadas para eles, mas Samantha desconfia que ele a tenha convidado por outro motivo. E, se for verdade, ela não tem certeza se vai estar preparada...
Sinopse retirada do Skoob





Na resenha anterior publicada aqui no blog falei um pouco sobre A Garota Americana e a minha experiência com Meg Cabot. Terminei de ler o primeiro livro e não me via longe de Samantha. Com Quase Pronta - segundo e último da série - em mãos, não resisti e o li de uma vez só. 

O livro tem seu inicio um ano após o ato heroico de Sam, quando ela salva o presidente mais poderoso do mundo de um atentado em uma loja de CDs. Depois desse episódio, a vida da garota muda radicalmente: além de conseguir o cargo como embaixadora teen da ONU, ela acaba se envolvendo com David, o filho do presidente.  

A premissa desse livro é bem direta. Ao ser convidada pelo namorado para passar o feriado de Ação de Graças na casa da família, a menina fica com um grande dilema. Em meio a fase mais conflitante de sua vida, a adolescência, Sam fica preocupada com relação entre ela e David. Será que com um ano de namoro o relacionamento tem que avançar para a próxima fase? 

Meg Cabot ainda continua com surpresas agradáveis durante toda a narrativa.  Alguns personagens, por exemplo, tomam rumos super diferentes. Um bom exemplo é Lucy, a irmã mais velha da protagonista. Totalmente diferente do primeiro livro, Lucy conseguiu me cativar bastante. Para minha surpresa, ela acabou se tornando o personagem mais legal de Quase Pronta. 

Pude notar que os diálogos do livro, assim como em A Garota America, dão uma empolgação bem grande na trama. Confesso que Sam me irritou com suas incessantes dúvidas em relação ao seu relacionamento com David e, principalmente, com a palavra sexo. Mesmo assim consigo separar muito bem essa minha irritação da mensagem que a autora tentou passar para os seus leitores.  

Em minha opinião, o primeiro livro é o melhor. Se não tivesse Quase Pronta não sentiria tanta falta assim. Talvez Meg tenta fugido um pouco do que ela tinha proposto de inicio. Mas o negócio é que mesmo com essa continuação, os pensamentos de Sam são divertidíssimos e bem legais de serem lidos.  

Quer passar algumas horas bem divertidas ao lado de personagens super legais? Leia os dois livros! Ambos são ótimos para fugir das narrativas pesadas que encontramos nesse mundo literário. Indico.  =) 


Resenha: A Garota Americana - Meg Cabot


Título: A Garota Americana
Autora: Meg Cabot
Editora: Record
Páginas: 352
Sinopse: A Garota Americana acompanha o cotidiano de Samantha, uma típica garota americana, que leva uma vida muito parecida com a de tantas outras meninas de sua idade. Até que um dia resolve matar aula de arte e, por acaso, salva o presidente americano de uma tentativa de assassinato. Samantha logo vê sua vida virar de cabeça para baixo ao ser nomeada embaixadora da ONU, sem saber exatamente o que o cargo significa.
Sinopse retirada do Skoob




Eu nunca entendi o real motivo de Meg Cabot fazer tanto sucesso entre os jovens leitores. Ou melhor: nunca entendi até ler um de seus livros. Sabe aquele autor que todo mundo já leu algo e só você que não? Pois bem, eu fiz parte desse clube, em relação à Meg Cabot, é claro. Sempre soube que ela era um fenômeno de vendas e que todo mundo adorava os seus livros. Se eu tinha vontade de ler algo? É claro que sim. Entretanto os preços das obras não são os melhores. 

Quando comprei o livro em uma promoção, eu fiquei meio receoso. Afinal, eu sou o mestre em depositar expectativas em um livro e, assim, acabar me decepcionando. Não sei como isso passou pela minha cabeça. Sério. O livro é tão bom e gostoso de ler que nem parar eu queria. Li de uma vez só. 

A Garota Americana tem como protagonista Samantha: uma menina comum dos Estados Unidos da América, filha do meio, com autoestima lá em baixo e que possui - secretamente - uma paixão platônica pelo namorado da irmã. Tirando todos esses detalhes, Samantha é uma típica adolescente americana. Tem como principal passatempo o desenho, usa somente roupas pretas, tem suas amigas da escola e, de acordo com as suas próprias palavras, não é compreendida por ninguém. Sua irmã mais velha é uma típica animadora de torcida americana, linda, sempre andando na moda e com pessoas populares, com cabelos e unhas sempre impecáveis e tem um namorado bem legal. Apesar dessas pequenas diferenças entre as duas, Samantha adora ficar com a irmã. A mais nova, é praticamente um gênio (nesse caso: um mini-gênio). Considerada uma criança super-dotada, a  menina estuda na melhor escola da cidade. 

Quando o diretor da escola de Samantha descobre o delito que ela costuma cometer - vender desenhos de pessoas famosas para os colegas -, o livro começa a pegar um ritmo bem legal. Castigada por sua mãe, Sam é matriculada na conceituada escola de Arte de Susan Boone. E, para sua surpresa, David, o filho do presidente também é um dos alunos da aula. No inicio ela repara no garoto e sabe que o conhece de algum lugar, mas não lembra de onde. Tudo muda quando, em uma tarde bem chuvosa, Sam decide não assistir uma das aulas e foge para sua loja de CDs predileta. A grande reviravolta é que na loja um cara bem esquisito tira da bolsa uma arma e atira em um homem bem importante na trama. É exatamente nesse ponto que a vida da protagonista muda literalmente. Que tal salvar, de uma forma bem interessante, o presidente americano e de quebra virar uma heroína nacional? 

Quando peguei o livro pra ler, não esperava um livro tão legal. Afinal, começar uma leitura sobre uma jovem que tem tudo nas mãos, que só vive reclamando da vida e se lamentando por sua irmã ter o namorado dos seus sonhos? Pelo amor de Deus. Ninguém merece. Porém, foi lendo a narrativa que acabei sendo fisgado pela forma que Meg Cabot escreve. O jeito como o livro vai tomando rumo é inacreditável comparando com o início. Meg transformou algo bem simples em uma trama super divertida e adorável de ser lida. 

Com personagens certeiros, a autora criou diálogos divertidíssimos e construiu uma protagonista com pensamentos hilários. Mesmo sendo para um determinado tipo de público, acredito que para quem procura uma leitura super leve e engraçada ler A Garota America é muito mais que indicado. Como falei no inicio do post, agora eu entendo o motivo por Meg Cabot ter tantos fãs. Peguei o livro - mesmo com aquela expectativa - e li sem medo de ser feliz. Ler Meg Cabot faz bem pra mente é e super relaxante. Gostei tanto da experiência que peguei A Garota Americana 2 - Quase Pronta e devorei em poucas horas. Mas sobre ele eu falo depois.  =) 


Resenha: Amada Imortal - Cate Tiernan

Título: Amada Imortal
Autora: Cate Tiernan
Editora: Galera Record
Páginas: 280
Sinopse: Primeiro livro de bem-sucedida trilogia, mistura fantasia sobre imortais a uma história moderna de jovem em busca de si mesma e de redenção. Questões de identidade e moralidade aparecem na trama, protagonizada pela imortal Nastasya. Nascida em 1551, acostumada a beber e sair para baladas cada vez mais loucas, ela perdeu o rumo. Suas conexões com outros imortais, interessados apenas em suas habilidades mágicas, a fazem partir em busca de um propósito. E o encontra em uma espécie de clínica de reabilitação para os de sua espécie, onde conhece um pouco mais sobre o próprio passado e cria importantes laços para o futuro. 
Sinopse retirada do Skoob


Sabe quando você pega um livro e já sabe que não vai gostar nenhum pouco dele por causa do tema? Pois bem, foi o que senti quando peguei Amada Imortal. É, o negócio é que meu "feeling" conseguiu me enganar direitinho. Esse livro tinha tudo pra ser só mais um desastre literário, mas graças a não sei o que a autora conseguiu me conquistar. 

Ter uma relação de amor e ódio com o gênero fantástico, principalmente quando se trata de seres imortais, vampiros e todo esse blá blá blá, é comigo mesmo. Quase sempre não consigo me identificar com a trama desenvolvida por alguns autores. E, muitas vezes é esse o meu maior problema com o gênero literário.

O enredo de Amada Imortal se desenvolve quando a protagonista Nastasya, uma imortal que tem mais de 400 anos, sai com alguns amigos - também imortais - pelas ruas de Londres. Após sair de uma balada, Nasty e seus amigos pegam um táxi londrino aparentemente tranquilo. Mas, quando eles começam com algumas brincadeiras, o taxista se revolta e manda-os para fora do carro. Furioso, Incy - o melhor amigo de Nasty - quebra a coluna do taxista  sem nenhum remorso com o uso de magick. 

Assustada com o jeito de Incy e com o poder desconhecido da magick que todos os imortais possuem, a imortal começa a perceber que não quer aquilo para ela e que precisa de ajuda. Dessa forma ela vai parar na casa de River, uma imortal bastante inteligente que Nasty conheceu décadas atrás e que possui uma casa de reabilitação apenas para imortais em Boston.

Essa reabilitação que Nasty vai parar é  em uma imensa fazenda cuidada por doze imortais. No local, ela terá que levar a sua vida de uma forma diferente de como levava em Londres com os amigos. Ou seja, nada de festas, boates e bebedeiras intermináveis. Além de contribuir com as tarefas da fazenda, ela terá que refletir sobre sua imortalidade e ajudar mais oito companheiros com problemas semelhantes.

Aos poucos, Nasty passa a conhecer o poder da magick e a forma como se deve usa-la. E é lá também que ela descobre várias coisas que marcaram a sua vida, suas origens e seus imensos e até desconhecidos poderes.

É claro que um livro de fantasia e ainda mais voltado para o público jovem não poderia deixar de ter um bom romance. Diferente de outros livros fantásticos, o romance de Amada Imortal, apesar de previsível, foi bem trabalhado. Reyn - de acordo com as palavras de Nasty - pode ser definido como um Deus Viking. (Achou forçado demais? Melhor ler o livro pra depois falar algo.) Porém, mesmo com todo esse lado super envolvente, a garota só vive em pé de guerra com ele. Extremamente calado, Reyn tem tudo para ser o mocinho que várias leitoras sempre sonhou. Mas o que condena ele é o seu passado. Só posso dizer que o romance criado pela autora foi muito bem explorado e diferente do que imaginava.

Narrado em primeira pessoa, o livro é bem surpreendente para aqueles que esperam mais uma história sobrenatural. Apesar desse tipo de narração só permitir que tudo seja visto apenas sob o olhar da protagonista, devo dizer que todas as partes foram escritas de forma dinâmica e simples. A única coisa que me incomodou bastante foi como a autora cortou os diálogos. Cheguei a contar três páginas e meia sem conversas que poderiam ter sido facilmente encaixadas. 

O destaque desse livro fica para Nasty. São poucas as vezes que as mocinhas não conseguem um troféu de chatice extrema. Imagine ter mais de 400 anos e poder lembrar de tudo? Muito bacana. Cate Tiernan colocou passagens incríveis e de tirar o fôlego. Sensacional. Muitas vezes os anos iam sendo citados e descritos - sempre de acordo com as épocas - de uma forma tão natural que em nenhum momento me senti perdido na leitura. 

Por ser o primeiro de uma trilogia, o livro teve seu lado mais introdutório sobre a história. Mas o legal é que não deixou de ter o suspense, o romance, a amizade, o medo em meio ao enredo. Terminei o livro com gostinho de quero mais e louco para ler a sua sequência. 

No geral, leitura mais que recomendada.  :)

Resenha: Anjo Mecânico - Cassandra Clare


Título: Anjo Mecânico 
Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 392
Sinopse: Anjo mecânico apresenta o mundo que deu origem à série Os Instrumentos Mortais, sucesso de Cassandra Claire. Nesse primeiro volume, que se passa na Londres vitoriana, a protagonista Tessa Gray conhece o mundo dos Caçadores de Sombras quando precisa se mudar de Nova York para a Inglaterra depois da morte da tia. Quando chega para encontrar o irmão Nathaniel, seu único parente vivo, ela descobrirá que é dona de um poder que capaz de despertar uma guerra mortal entre os Nephilim e as máquinas do Magistrado, o novo comandante das forças do submundo. 
Sinopse retirada do Skoob.


Escrever sobre os livros de Cassandra Clare sempre é um problema enorme para mim, pois além de criar ótimas tramas com personagens fantásticos, a autora consegue colocar um ritmo muito bom em suas obras. Pois bem, falar de Anjo Mecânico não será tão fácil assim, mas tentarei ser o mais neutro possível. 

O livro é basicamente um spin-off da série de sucesso Os Instrumentos Mortais, uma vez que ainda coloca o leitor no Submundo e no universo dos Caçadores de Sombras (temas que compõem a trama de Instrumentos Mortais). Porém, o que define cada série é o tempo em que ela acontece. Anjo Mecânico acontece na antiga Londres, já a outra se passa no tempo atual. Bom, o que marca esse spin-off é que você não precisa ler o livro de onde a ideia surgiu para entender a história. Apesar de terem assuntos em comum, cada série tem seus pontos distintos. 

Dessa vez tudo gira em torno de Tessa Gray. A protagonista é uma adolescente comum da era vitoriana que acaba sofrendo uma grande reviravolta em sua vida quando eventos sobrenaturais acontecem. Orfã, a menina mora com sua tia em Nova York. Porém, ela tem que ir para Londres para encontrar Nate, seu irmão mais velho, quando sua tia morre.  

Logo ao chegar em Londres, Tessa acaba sendo sequestrada por duas senhoras chamadas Irmãs Sombrias (ótimas personagens diga-se de passagem). Particularmente, acho que é nesse ponto que Cassandra colocou o livro pra "andar". Depois desse sequestro o livro toma um rumo de tirar o fôlego, pois é quando a garota acaba descobrindo suas habilidades sobrenaturais. Basicamente, ela consegue se transformar em outras pessoas. Depois de alguns dias de aprendizagem com as Irmãs, Tessa descobre que logo irá ser entregue ao vilão do livro,  o Magistrado.  Nem ela, nem nós leitores somos agraciados com o real motivo desse sequestro. Mas é justamente esse fato que Clare criou que deixa todos nós com ávidos pelo misterioso vilão e pelo dom desconhecido de Tessa. 

Com mortes aparentemente sem explicações e sem motivos concretos, os  Caçadores de Sombras são obrigados a entrar na história para tentar ligar os crimes aos membros do Submundo. É em uma dessas investigações que Will, um dos Caçadores, encontra Tessa presa na casa das Irmãs. Depois da descoberta, ele acaba levando-a para o Instituto. Lá, ela acaba tendo que explicar algumas coisas e acaba ficando em uma espécie de observação, pois seu dom pode ter relação com os crimes investigados pelos Caçadores.  Mas mesmo presa, laços de amizades, mistérios, brigas e até mesmo romances acabam surgindo.  E isso, é claro, deixa a história muito bacana. 

Para quem já leu Os Instrumentos Mortais é praticamente impossível não fazer algumas comparações. Enquanto a leitura flui, é notável a semelhança lógica da história, como os fatos ocorrem e como os personagens vão sendo desenvolvidos ao longo das páginas. Mesmo assim, Cassandra Clare escreveu um livro muito bom e ótimo de ser lido.  

A forma com que a autora narra tudo merece um comentário a parte, pois fazendo uso da terceira pessoa, ela consegue explanar melhor sobre todo o enredo proposto. E essa sua forma excepcional de escrever mostra vários ângulos da obra. Agora, por mais que a narrativa seja boa com seus mistérios e tudo mais, eu não acho esse um daqueles livros que você consegue ler em um dia apenas. Em minha opinião, a forma com que Cassandra escreveu o livro é fantástica, mas também tem que ser lida com bastante atenção, caso contrário o leitor acabará se perdendo.  

Os personagens são de primeira linha. Muito bem construídos, eles conseguem impor um ritmo único durante todo livro. Tessa, com seu forte de ser, mostra como uma protagonista não precisa ser melosa todo tempo para conquistar as coisas que quer. Will, com sua forte personalidade, mostra que mocinhos não precisam fazer sempre o melhor para se sobressair na história. Ele é um daqueles que por mais que tente fazer de tudo pra ser um chato, acaba sendo um ótimo personagem. Fora os outros personagens que são extremamente fabulosos.  

Com uma trama muito bem construída, Anjo Mecânico é um livro que tem tudo o que precisa para prender o leitor desde os primeiros capítulos. Super indicado para aqueles que gostam de narrativas com um bom mistério ;)

Resenha: Nas Sombras - Jeri Smith-Ready


Título: Nas Sombras
Autora: Jeri Smith-Ready
Editora: Galera Record
Páginas: 355

Sinopse: No futuro, um misterioso acontecimento (que ficará conhecido como Passagem) dará para os nascidos depois desta data a capacidade de ver e se comunicar com os mortos. Sendo uma dessas pessoas, Aura passa toda a sua vida tendo que lidar com essa condição. Quando o aniversário de 18 anos de seu namorado, Logan, se aproxima, Aura sabe que será o melhor de todos. A banda dele tem um megashow marcado e há uma festa planejada. Está tudo dentro dos planos, exceto Logan morrer de overdose... E voltar, se fazendo presente na vida de Aura exatamente como antes, só que roxo.  
Sinopse retirada do Skoob.

Ultimamente tenho pego alguns livros de fantasia para ler. Resultado? Em várias leituras acabo me decepcionando. Não pelo livro em si, mas pelo que os autores colocam nele. Acho super legal quando várias ideias dão vida a uma obra, mas nas nesses últimos lançamentos tenho visto que os autores estão tentando misturar vários gêneros em um só. O problema é que, na maioria das vezes, isso dá errado. É, mas em outros casos o "tiro" não sai pela culatra. Pelo contrário, Nas Sombras é um bom exemplo de uma fantasia que tem diferentes aspectos em um mesmo enredo. 

A autora transporta o leitor para um mundo onde os fantasmas podem ser vistos. Sim, eles podem ser vistos! Porém, só pessoas nascidas após a Passagem, um evento distópico empregado na narrativa que explica esse acontecimento, podem ver e ajudar esses fantasmas. A história gira em torno de Aura, uma menina que nasceu após a Passagem e que por isso odeia o fato de ter que conviver com os fantasmas, e de seu namorado Logan

O que dá mais fôlego ao texto é a morte de Logan no dia de seu aniversário quando Aura tentava perder sua virgindade. Logo, o namorado da menina volta como um fantasma e Aura precisa, além de continuar a sua vida, ajudar o rapaz a "encontrar a luz". Nesse meio termo aparece então Zachary, um menino da escola de Aura, que promete colocar outros caminhos para a história.

Mesmo não sendo tão fã assim do elemento - já tão banalizado - que é o triângulo amoro, a forma como a autora o coloca nas entrelinhas é cativante e diferente. E outra, a protagonista mesmo vivendo o dilema da escolha aprende novas maneiras para lidar com garotos e com seus sentimentos. 

A maneira como o enredo do livro é proposto também é legal, uma vez que contado sob o olhar da personagem principal acaba deixando o leitor mais familiarizado com os acontecimentos e detalhes da história. Aura é uma personagem bastante forte que tenta a todo custo não se abalar com o que acontece ao seu redor. Esse seu jeito faz com que ela não se torne mais uma mocinha cansativa. Talvez, esse seja um dos pontos principais da história, pois mesmo narrada em primeira pessoa, a protagonista proposta pela autora deixa toda a leitura mais amigável. E posso falar? Ficou bastante legal.

Sem dúvidas, esse é mais um daqueles livros simples que faz com que o leitor se prenda na leitura e acabe devorando-o em poucos dias.  Leve, divertido e - vamos lá! - diferente,  Nas Sombras, mesmo sendo um livro introdutório, faz juz ao seu papel e propõe uma ótima alternativa para que leitores fuja daquele  vampirismo fantástico que vemos por aí. 

Esse foi o primeiro livro que li em parceria com a editora Galera e fiquei bastante satisfeito com a experiência.  

Resenha: Cidade dos Ossos - Cassandra Clare


Título: Os Instrumentos Mortais: Cidade dos Ossos
Autora: Cassandra Clare
Editora: Galera Record
Páginas: 459

Um mundo oculto está prestes a ser revelado... Quando Clary decide ir a Nova York se divertir numa discoteca, nunca poderia imaginar que testemunharia um assassinato - muito menos um assassinato cometido por três adolescentes cobertos por tatuagens enigmáticas e brandindo armas bizarras. Clary sabe que deve chamar a polícia, mas é difícil explicar um assassinato quando o corpo desaparece e os assassinos são invisíveis para todos, menos para ela. Tão surpresa quanto assustada, Clary aceita ouvir o que os jovens têm a dizer... Uma tribo de guerreiros secreta dedicada a libertar a terra de demônios, os Caçadores das Sombras têm uma missão em nosso mundo, e Clary pode já estar mais envolvida na história do que gostaria. 
Sinopse retirada do Skoob.

Narrado em terceira pessoa, Cidade dos Ossos é mais um daqueles livros que deixam o leitor sem saber o que comentar devido toda a sua trama que é bem elaborada.  Focado no gênero fantástico, aposta dos últimos autores e que vem ganhando um ótimo público e notoriedade no mercado literário, o livro conta com todo tipo de criatura que se possa imaginar. Com esse lado “assustador”, o enredo é focado, apesar de a narrativa ser em terceira pessoa, basicamente em Clary, uma menina mundana como outra qualquer que descobre que sua vida não é tão simples quanto imagina. Sua vida muda completamente quando, em uma boate, ela presencia a morte de um adolescente de cabelo azul por um grupo com três jovens bizarros. Para uma cidade badalada como Nova York talvez aquilo fosse mais um assassinato qualquer, mas o que deixa instigante é que toda ação vista por ela não poderia, sob hipótese alguma, ser notada por algum humano. Logo, Clary descobre o assustador e interessante mundo dos Caçadores de Sombras, com isso sua vida dá uma volta de trezentos e sessenta graus. 

Totalmente mundana, a menina fica meio desorientada com tudo o que vê, mas para sua surpresa acaba tornando-se “amiga” dos assassinos. Ao saber que os três são caçadores, Clary descobre que na verdade eles são criaturas formadas pela mescla de sangue humano com angelical e que a missão deles é colocar ordem na dimensão dos humanos e na sobrenatural.

Até então, para a garota, tudo não passa de algo fantasioso de sua cabeça, mas ela se vê envolvida por completo nesse mundo quando sua mãe some sem deixar vestígios e quando ela mesma é atacada por seres terríveis: demônios. Junto com Jace, Alec e Isabelle – suspiros -, os Caçadores das Sombras “assassinos”, Clary uni-se para tentar desvendar o sumiço de sua e todo o seu envolvimento nesse mundo, até então, desconhecido por ela. 

Entrelaçada em várias histórias macabras, a menina descobre que tem o dom da Visão e por esse motivo consegue enxergar os moradores da dimensão das sombras. Em busca de respostas Clary e seus amigos vão enfrentar o inimaginável, descobrir que mexer com o passado nunca é legal e que a aproximação tão repentina pode provocar sentimentos avassaladores e confusos. Com o passar do tempo, Clary ver-se encantada pelos encantos de Jace e assim uma amizade colorida começa a se formar entre os dois. Porém, o temperamento de ambos – tão fortes quanto uma tempestade -, poderá atrapalhar uma possível relação, fora Simon, o melhor amigo (?) da menina que logo entra na história e começa a fazer parte dessa aventura perigosa. Além de investigar o paradeiro de sua mãe e conhecer esse novo mundo, a adolescente terá que colocar em uma balança os seus sentimentos por meninos tão diferentes – e ao mesmo tempo tão iguais – e terá que tomar decisões que poderão mudar não só sua vida, mas de várias pessoas ao seu redor.

Sem dúvidas, esse livro foi absurdamente bem elaborado pela autora. Cassandra Clare inovou não apenas esse mundo fantástico (pode-se ler: a autora colocou lobisomens, fantasmas e blá blá blá deixando a leitura tão boa, que o leitor esquece desses clichês tão usados por aí), mas também descreveu perfeitamente cada pedacinho do livro.  

O que mais marca o livro não é o romance ou as aventuras vividas pelos personagens. O que mais marca a leitura são eles próprios. Não consigo nem descrever como é bom você se identificar com todos eles e conseguir entrar de cabeça na história que cada um traz. Acho que essa série tem seu sucesso não só devido a todos os elementos fantásticos, mas sim aos personagens que deram uma força descomunal para a obra. Jace, Isabelle, Simon, Clary e Alec são complexos e tão bem trabalhados que não tem como você não se torna amigo deles durante a leitura. São incontáveis as vezes que me transportei para o mundo deles e fiquei por lá acompanhado toda a história e rezando para que as páginas não terminassem rapidamente.

Apesar de todas as qualidades descritas, acho que o livro tem suas falhas. Uma delas é a elaboração do vilão. Valentim, antes de aparecer de verdade na leitura, tinha toda aquela coisa pesada em volta dele, mas aí quando ele entrou na narrativa isso tudo se perdeu. Talvez seja algo sentido apenas por mim, mas queria que esse aparecimento diante dos protagonistas fosse bem mais intenso. Confesso que apenas isso me incomodou no livro, mas tenho certeza que tudo melhora com a continuação, pois o final de Cidade dos Ossos é deixar qualquer um louco.  Sem sombra de dúvidas essa leitura é mais que recomendada. É obrigatória. 


 
Layout desenvolvido e editado por Igor Gouveia